terça-feira, 7 de junho de 2011

A volta!

Em forma de kibe
Que saudade de ter o Bussunda às terças-feiras depois da novela das 8 na Globo.

Mesmo não assistindo, gostava de saber que ele tava lá. E hoje, não foi diferente.

Ainda teve gente que pagou caro para acompanhar isso ao vivo.

Genaro

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Bomba!

Muito gata
A paraguaia Larissa Riquelme, tida pela mídia brasileira como a musa da Copa de 2010 e dona de silicones famosos e rentáveis, prometeu um ensaio sensual se seu time, o Cerro Porteño, se classificar hoje para a próxima fase da Taça Libertadores.

Essa notícia nos leva a simples conclusões:

1-A rapariga gosta de apimentar suas apostas.
2-A imprensa brasileira é afeita a notícias completamente inúteis, pois a “beldade” já saiu nua logo após a Copa.
3-A imprensa brasileira gosta mesmo de notícias inúteis, porque ela quebrou a própria aposta ao sair nua, já que o Paraguai não atingiu as semi-finais da Copa.
4-Ela trabalha duro para bater o número de ensaios sensuais da Sheila Carvalho. Esta ainda está devendo um ensaio após a morte do Bin Laden ou do início das obras do Itaquerão.
5-Nova tentativa desesperada da chica em aparecer, com ou sem roupa. A próxima será o pornô, certeza.
6-Ainda tem gente que aguarda por novas fotos da modelo. Os mesmos que (se) descabelaram com o ensaio de Geisy Arruda.

Só no Brasil mesmo.

Genaro

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Homo brasilis

Ta falando comigo?
Hoje o portal de notícias do UOL divulgou gráfico detalhando o status das obras nos estádios que aparentemente receberão a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Como já é do amplo conhecimento de todos nós,  as obras estão todas atrasadas, tem seus valores subindo exponencialmente conforme passa o tempo, e serão realizadas majoritariamente com o meu, o seu, o nosso dinheiro.
Simultaneamente, a Folha de São Paulo divulga a decisão que retorna ao nefasto presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no cargo desde 1989, seus direitos políticos, dentre eles o de se eleger, de assinar contratos com entidades do governo e de receber dinheiro público.
É um assunto desgastado, debatido à exaustão. Em meio aos albuns de fotos entitulados “Momentos” e “Pessoas especiais” no Facebook, alguns externam sua indignação.  Outros mantém blogs ou contas no Twitter, como o palhaço que vos escreve. Somos politizados, dotados de espiríto crítico, contestadores.
Mas a verdade é que, ao fim do dia, temos nossas famílias, namorados (as), e amigos para nos preocuparmos. Temos o trabalho,  o trânsito, o happy hour, e a balada do final de semana. Em suma, temos as nossas próprias vidas, e no final das contas as mazelas com as quais somos metralhados todos os dias têm pouca importância. Estamos acostumados.
E sabemos que Teixeira terá ainda muitos prósperos anos como um dos donos do país, coçando a sua papada desforme de dentro do seu helicoptéro. Sabemos que a Copa vai acontecer e que pagaremos por ela, régiamente. E vamos todos assistir, e torcer como se a vida dependesse de futebol, nos desligando de todo o resto durante o mês. Porque no fundo não importa. A não ser que atingidos diretamente, nossa vida segue, existem coisas mais importantes para nos preocuparmos.
E assim é com indiferença que eu constato a precisão cirúrgica que teve Mário de Andrade ao retratar nossa indiferença. Como Macunaíma, não somos o protótipo do mau caráter, enxergamos que muita coisa está errada. Ao criticarmos, mostramos que não compactuamos com isso, e estamos livres para nos dedicar ao que importa, nós mesmos.
Ao analisar “pessoas” como Teixeira, Eike Batista, José Sarney e muitas outras, os pessimistas dizem que é a natureza humana. Como disse Hobbes, o homem é o lobo do homem.  Balela.
Os lobos perseguem, abatem e devoram suas presas para seu próprio sustento. No Brasil não existem lobos,  lobos não são covardes, não se utilizam de armadilhas e subterfúgios, sequer falam, logo, não mentem. Aqui se você não é esperto o suficiente para preparar sua arapuca, deve contentar-se em não cair na alheia.
Caro leitor, você provavelmente espera que eu encerre este texto com uma conclusão. Mas infelizmente este blog não me dá receita, e eu estou no escritório, tenho chefes, clientes e prazos para atender. Além disso hoje à noite marquei de tomar uma cerveja com um amigo.
Mas sejamos sinceros, não acho que você se importe.

JC

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Non è vero

Ivo Holanda: pegadinhas do mesmo nível
Você certamente já recebeu um desse, então vai se identificar.

A gota d’água para escrever esse post foi um texto que me encaminharam com o título “homens”. A descrição era fenomenal, instigante. A introdução já demonstrava toda a emoção da autora, dizendo, “é da Oprah, apresentadora conceituadíssima nos EUA”. E continuava, “não preciso fazer considerações a respeito do texto, porque eu assino em baixo (sic). Leiam, e arrepiem-se também.”

Não precisei nem ler para constatar que era mais um daqueles textos com falsa autoria que são amiúde veiculados na internet, mas o fiz, pois são garantia de risada.

Esse especialmente continha a fórmula perfeita para agradar o público miolo mole.
Primeiro, é atribuído a uma pessoa famosa, supostamente conceituada (no caso, de conceituada a autora não tinha nada). O texto naturalmente já ganha credibilidade.

Além disso, usa bastante o imperativo. Faça, pense, aja, curta. Lassie talvez se irritasse com tantas ordens, mas parece que algumas pessoas curtem. Isso sem contar a pergunta retórica que concluiu a idéia.

É composto basicamente por um amontoado de obviedades que parecem coisas que você jamais pensou. E, por fim, assegura a quem lê a certeza de que vai dar uma guinada na vida dali em diante.

Afora esse, há outros que também fizeram bastante sucesso na rede mundial de computadores que me foram encaminhados com enorme entusiasmo.

Igualmente ao já mencionado, todos são extremamente mal escritos, cheios de reticências e sem estilo algum.

Exemplos clássicos que me vieram são aqueles do Arnaldo Jabor, ora tratando da traição do homem, ora da mulher moderna; aquele do Joelmir Betting, falando sobre as viagens do Lula; e o mais recente foi do Veríssimo, narrando um episódio em que se caga, entre muitos e muitos outros.

Embora todos os supostos autores tentem desesperadamente desmentir essas pérolas, babacas cibernéticos continuam a produzir e propalar essas porcarias, atribuindo-as a figuras de renome – ou outras nem tanto – e fazendo a alegria de pessoas dispostas a se revoltar por um minuto ou a chegar a conclusões inéditas sobre suas vidas.

Em seguida, vem outro email na caixa de entrada e a vida segue, claro.

Genaro

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Uni Duni Tê

Tá dificil saber
fonte: UOL
Escolha o americano mais imbecil dessa segunda-feita.

De um lado, Cheryl Stewart, que pôs essa placa patética em frente à sua casa.

De outro, o professor Gary Weddle, que prometeu raspar a barba somente após a captura de Bin Laden.

Obrigado, UOL, por me trazer fotos de tantos otários juntos.

Iú És Êi!

Genaro

Vitória do bem

Atores?
A história chegou ao seu fim. Mais uma vez, como em todo filme hollywoodiano, com um happy ending.

O discurso tocante de Obama, que se encerrou com a original e sincera frase “justice has been done”, além de transmitido ao vivo nos plantões jornalísticos, foi repetido por inúmeras vezes.

Que dia feliz!!! Americanos idiotas nas ruas festejando o fato, celebrando o fim do terror. Brasileiros, estes mais informados, tuitando e facebookando palavras de alívio, de congratulação, outros até de justíssimo receio, e, principalmente, de felicidade com a captura de Osama Bin Laden.

A mídia brasileira, por sua vez, depois de cobrir o casamento real, agora se volta para o sucesso da operação militar que culminou na morte do homem mais perigoso e procurado do mundo. Os correspondentes da Rede Bobo que cobriram a notícia e os que registraram as festividades nos EUA traziam “a notícia mais aguardada dos últimos dez anos”.

E mais. Exames confirmam: o DNA é mesmo do ex-terrorista!
Assim que houve essa constatação, o corpo foi enrolado em um lençol branco e atirado ao mar, como manda a tradição islâmica. Isso mesmo, sem fotos, sem registros, em sinal de respeito.

Mas calma! A Interpol alertou sobre possíveis retaliações da Al Qaeda.

Pára, pára, pára!!! Até onde essa seqüência de mentiras vai???
Ninguém duvida da capacidade do Governo americano de criar historinhas mentirosas, tais como a do 11 de setembro, que custou milhares de vidas inocentes. Porém, eu sinceramente acreditava que seguir em frente com essa seria subestimar a inteligência da população. Mas não, ainda não foi dessa vez.

Poucas foram as pessoas que questionaram a veracidade de todo esse cirquinho.

Longe de querer ser dono da verdade, não consigo acreditar em nada mesmo dessa estória além da criação de um bode expiatório para as armações do Bush e agora do Obama.

Desculpem-me, mas pra mim foi demais.

Enquanto as pessoas realmente acham que algo vai mudar de hoje em diante, a corrupção, a fome, a violência, a impunidade continuam firmes - essas sim, responsáveis pela morte de muito mais do que 3.000 BRASILEIROS por ano, mas que passarão mais alguns dias completamente esquecidas, como aconteceu na última sexta-feira, quando William e Kate adentravam o altar da Abadia de Westminster.

Nós temos muito mesmo o que comemorar.

Genaro

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Prego - 2009

Esses, sim, mereciam ir pro paredão
Alguns vão dizer que o momento não é oportuno, que o Palmeiras vive bom momento e enfrentará o seu maior rival dentro de dois dias.
Porém, o post serve para prosseguir com a série e, assim, mostrar os principais responsáveis pelas decepções do ano 2009 - que se irradiam até hoje, juntamente com o rei do marketing Muricy Ramalho, deixando claro que a ira que nos causaram jamais será esquecida.

Eis os cânceres:

Fabinho Capixaba: O reserva do desmotivado e apático Elder Granja não poderia ser grande coisa. Tentava jogadas de efeito e armava contra-ataques pro adversário. Manteve-se no elenco de 2009, mas nada mudou. A torcida pegava muito no seu pé, não sem razão. Acéfalo, não acertava nenhum cruzamento e errava todos os passes. Em um jogo contra o Coxa pelo BR/08, no Palestra, sua expulsão – isso mesmo - foi determinante para que o Palmeiras abrisse o placar e vencesse o jogo. Foi a sua única contribuição.

Mozart: O que fizemos de errado para termos esse ex-jogador no Palmeiras??? Seu salário era altíssimo, além disso estava completamente fora de forma e acabado pro futebol. Não fazia nada em campo, nada mesmo!!! Quem indicou sua contratação? Claro, o pofexô Luxa. Com a demissão do último, nunca mais pisou no gramado com o manto alviverde e pouco depois foi dispensado por Muricy Ramalho. Em seguida, aposentou-se.

Evandro: Segundo Luxa, atendia pelo apelido de “seleça” durante treinos na Academia. Extremamente morfético, seu chute não alcançava o gol adversário. Conclusão óbvia: invenção do manager.

Jumar: O Luxa trouxe esse volante do Paraná alegando que tinha enorme potencial. Isso nunca se comprovou na prática, e em campo, foram somente atuações sofríveis. O “pernas curtas” ainda achava que acertava umas faltas de longa distância. Dava pena de nós palmeirenses vê-lo jogar, tanto que até compuseram o hit “Eu tenho medo do Jumar”.

Edmilson: O pentacampeão com a seleção foi outro que chegou em fim de carreira. Além de bambi e manco, mostrou-se um grande falastrão. Não se contentava em ser adotado por qualquer atacante ou meia adversários, gostava também de irritar com declarações de suposto líder. Cretino! Saiu pela porta dos fundos, choramingando.

Jefferson: Fez parte da ótima campanha do Guaratinguetá no Paulistão 2008, e isso o levou pro Verdão, onde as coisas são um pouco diferentes. Não substituía o medíocre Buchecha (Leandro) à altura. Após a saída do Luxa, foi divulgado na imprensa que ele pediu a contratação do lateral dizendo que seria o “novo Roberto Carlos”. Ah ta...

Obina: Não tem como falar dele sem lembrar o quão folclórico esse centroavante é e o quão gordo ele estava quando desembarcou no Palestra. A bem da verdade, ninguém entendeu a contratação, que já chegou perdendo o gol que classificaria o Palmeiras no Uruguai pela Libertadores. Chegou a fazer incríveis 3 gols contra o Corinthians, mas a sua função só teria sido cumprida se ele tivesse acertado o murro que desferiu na cara do Mauricio Nascimento. Entretanto, ele errou e foi expulso mesmo assim, prejudicando sobremaneira o time, que perderia o jogo e o título nacional.

Mauricio Nascimento: Depois de uma falha clamorosa contra o Atlético-MG no BR-08, Luxa passou a vetar sua participação com a camisa alviverde e muitos achavam que ele estava errado. Bastou sair do comando da equipe pra esse infeliz ganhar a titularidade e tornar-se responsável pela maioria dos gols sofridos. Sua última aparição em campo foi tentando evitar com a mão um lençol do gremista Maxi Lopez, dentro da área, que resultou no gol gremista e gerou a citada confusão com Obina. Resultado: dispensado.

Williams: Esse sergipano chegou correndo bastante, mostrando vontade. Porém uma pubalgia o afastou dos gramados por algumas semanas, levando seu pouco futebol junto. Quando voltou, nem correr mais ele corria. Merecia ser apedrejado.

Marcão: A diretoria, encabeçada pelo Sr. Gilberto Cipullo, achou mesmo que tinha encontrado no banco do Inter-RS a experiência que faltava ao jovem elenco para a disputa da Libertadores de 2009. Cavalo, não acertava um passe ou cruzamento sequer. Com seus pés “10 pras 2”, causava palpitações na torcida quando tinha a bola dominada.

Genaro

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Já se perguntou?

Eles são higienizados um dia
Hoje, jogando conversa fora com um amigo, ocorreu-nos uma daquelas dúvidas esdrúxulas que, em um passado não muito distante em que não existia o Google, não seria facilmente resolvida: como se limpam os asquerosos banheiros químicos.

Como não tínhamos internet à mão, passamos à elucubração. Sugeri que a parte grossa do caldo resultante das necessidades humanas fosse extraída por processos mecânicos de despejo e que o restante da imundice era limpo por profissionais razoavelmente protegidos de seu conteúdo tóxico.

Já na cabeça dele, as coisas funcionavam de uma forma macabra. Assim, tachou-me de viver num conto de fadas, dando a entender que tudo se resolvia às custas da saúde de uns poucos miseráveis que se sujeitavam a higienizar as cabinas.

Após uma rápida pesquisa no indigitado site, confirmei que os procedimentos se aproximam mesmo do que eu imaginava.

Diferentemente do que ele pensa ou alguns de vocês podem pensar, as empresas não contratam pobres coitados para mergulhar na merda, retirá-la com uma colher e, ao final, limpar a cabina com a própria língua. Caminhões apenas fazem a sucção do estrume e o jogam na estação de tratamento.

E assim terminou a fértil discussão.

Se você estava precisando aprender algo inútil hoje, essa possivelmente foi uma maneira bem ilustrativa de fazê-lo.

Genaro

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nota zero

E a qualidade, ó!
Meus caros leitores, absortos nas atividades do cotidiano, certamente podem ter perdido a bombástica notícia que atingiu o país nesta terça feira, após o delicioso feriado prolongado.

Rede Record acaba de anunciar o novo elenco da "Escolinha do Barulho". Para os desavisados, trata-se da inovadora fórmula criada por Chico Anysio na época em que muitos de nós brincávamos com nossas próprias fezes, envoltos em fraldas de pano, balbuciando expressões guturais e clamando pela próxima dose de colostro.

O diferencial da nova versão desta iguaria mental está no elenco. Ao lado de nomes consagrados do humor brasileiro como Mari Alexandre, agora se juntam ao escrete Scheila Carvalho, Geisy Arruda e a ex-BBB Cacau. Se a garantia de sofisticação jocosa e gargalhadas do começo ao fim não são suficientes para fisgá-los, para o público masculino carente e dedicado ao onanismo haverá oferta de polpudos traseiros expostos em trajes sumários.

É, leitor, você está incomodado com a televisão brasileira? A busca por entretenimento nacional tem se mostrado cada vez mais difícil? Você pode se dirigir a um Home Center próximo à sua casa, adquirir um serrote ou marreta, rachar seu crânio ao meio e remover um lóbulo de seu cerébro. Caso a idéia não lhe apeteça, uma vez que imagino envolver um pouco de dor, assista à escolinha. O seu aprendizado certamente anulará, de forma paulatina e progressiva, todo o conhecimento que você adquiriu até hoje.

E assim em breve você estará rindo até mesmo do Tiririca, ainda que ele esteja de terno, atendendo pelo nome verdadeiro e ganhando mais do que você, na casa das pessoas que você elegeu para te representar.

Vai, Brasil!

JC

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sold out

Reunião

A terça-feira transcorria de forma corriqueira até a hora do almoço. Após uma refeição de qualidade duvidosa em um famigerado self service, chegou aquele momento do café, aproveitado para dar uma espiadinha nos fatos do dia, procurando algum assunto que pudesse arruinar meu humor, só para não sair da rotina.

Essa tarefa está cada dia mais fácil. Em cerca de 30 segundos, me deparei com a machete de que o São Paulo assinava a cessão de seus direitos televisivos com a Rede Globo, colocando um ponto final na última barricada da frágil e patética resistência imposta por alguns clubes brasileiros diante do monopólio que dominou o futebol em nosso "país" desde a extinção dos dinossauros.

Foram meses de um complexo xadrez político, jogado por peças que ao xadrez pertencem e no xadrez deveriam estar. Resumindo a história, o Clube dos 13, cuja cúpula se opões à CBF de Don Ricardo Teixeira e é composta pelos grandes clubes do Brasil se fartou do monopólio da Rede Globo sobre as transmissões futebolísticas.

Enviou emissários para estudar os modelos europeus e trouxe a idéia de organizar uma licitação, visando um substancial aumento nas receitas dos clubes e um golpe no monopólio da Rede Globo. Iniciativa louvável, amplamente elogiada pela imprensa e que caminhava para um final surpreendentemente agradável.

Mas alguém esqueceu de avisar a turma que isso aqui é Brasil. O Corinthians, presidido pelo ilustre e letrado Dr. Andrés Sanchez abandonou o barco. Um duro golpe, pela imensa torcida que acompanha o clube. O enfraquecimento da iniciativa foi total, e culminou com a queda do último reduto de resistência nesta terça-feira. A Rede Globo continuará sendo dona do futebol brasileiro. Uma nova liga substituirá o clube dos 13, e será presidida pelo Dr. Sanchez.

Que deixemos claro que descartamos qualquer hipótese de que os fatos narrados estejam relacionados com as estreitas relações entre CBF e Globo. Ou com o inusitado convite a Andrés Sanchez para que presidisse a delegação brasileira na África do Sul. Ou ainda com a nebulosa recusa do Morumbi e da Arena Palestra como sedes da Copa do Mundo, para que seja construído um estádio em Itaquera para o Corinthians, com auxílio público. Aliás faltam 2 anos, e lá só tem terra e mato, e a licitação, alguém acha que vai dar tempo? Ainda bem que aqui não existe esse tipo de tramóia. Quem sabe na Suécia ou na Dinamarca.

O que mais incomoda é a omissão da imprensa em emitir um juízo de valor. São torcedores agredindo uns aos outros, "meu clube fechou por mais dinheiro, tem mais torcida". É preciso abrir os olhos e perceber que os únicos que ganharam com isso são os mesmos de sempre. Eles chegam de helicóptero, terno preto e óculos escuros, cercados de capangas. Eles nunca perdem.

Por isso só me resta dar os parabéns. Parabéns aos nossos diretores dos clubes, que insistem em fazer tanto bem ao futebol brasileiro. Parabéns a nossa imprensa, que reflete bem a indiferença e a atitude de mulher de malandro do povo que informa. E, por fim, a nós torcedores, que a tudo engoliremos, e todos os domingos e quartas-feiras ligaremos a tv no mesmo canal, compraremos os pacotes pay per view e seguiremos como se nada tivesse ocorrido.

Nessa festa toda, o bolo é tóxico, fecal e de gosto amargo. Mas como sempre, é o que tem. Bom apetite!

JC 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

10 anos

Esse nariz vai longe
A Globo News está promovendo uma série de reportagens sobre os 10 anos do 11 de setembro.

A primeira foi uma entrevista exclusiva com Omar Bin Laden, o filho do famigerado Osama. Nas palavras deles, filho do homem responsável pelos ataques terroristas que mudaram os rumos da humanidade.

Música tensa, apresentador sério e descrições sensacionalistas marcam o pragrama, afinal, entrevistaram o "filho do homem mais temido e procurado do mundo".

Peraí, alguém ainda acredita nessa baboseira? Se sim, não é de se estranhar, já que a ida do homem à Lua, em 1969, também é tida como verdade absoluta.

Com essa forte ajuda da mídia internacional, não se pode negar que eles conseguem ser bastante convincentes.

Genaro

Que peninha

Coitadinho
A casa do ex-deputado Celso Russomano foi assaltada durante a tarde de ontem.

Bom, é só isso mesmo.

Genaro

quinta-feira, 31 de março de 2011

Prego 2010 - Ano que não termina

Como que eu cheguei aqui?
Pois é, não é díficil entender por que o Palmeiras não rendeu em campo no ano passado.

O cara da foto atende por Eduardo, o lateral que foi contratado após fazer ótima campanha no Guarani.

E não foi imprecisão minha. Falei lateral justamente por ele ser ambidestro e poder atuar em qualquer dos flancos do campo. E no Palmeiras isso ficou bem claro, de modo que ficou impóssivel saber em qual lado do campo ele rendia menos.

Fraco física e tecnicamente, foi ainda pior que o Vitor, que será objeto se outro post.

Foi outro que sumiu com a chegada do Felipão.

Genaro

Pacto com o...

É só o que importa
Ontem, tive a feliz coincidência de ser obrigado a ler a Revista Exame, cuja capa ostentava o banqueiro André Esteves (do BTG Pactual), e, mais à noite, assistir ao filme "Inside Job".

A reportagem tratava da gloriosa carreira do empresário, relatando sua incrível sorte, sua ascensão vertiginosa e, sobretudo, seu fascínio pelo risco e agressividade, fazendo jus ao título "o homem do risco".
Talvez a intenção da publicação fosse exaltar a figura do banqueiro, mas, no fim das contas, mostrou o quão desprezíveis são os intentos desse tipo de gente.
Narraram a forma como ele - e seu grupo - conseguiu cuspir um dos membros fundadores do Pactual, bem como sua tentativa de reaproximação de Eike Batista, trazendo, inclusive, o teor de um SMS recebido por este. O teor, posso lhes dizer, é patético.
Contam, ainda, algumas das características corporativas do banco, dentre as quais, a salva de palmas ao primeiro funcionário a sair ao final do expediente, a fim de se criar um constrangimento.
Eu deveria ter achado tudo isso o máximo, pelo menos foi o que me pareceu.

Do outro lado, o documentário, narrado na voz de Matt Damon, dispensa comentários.
Nele é mostrado o lado negro do mercado financeiro, o custo de tudo isso para a sociedade ou, para alguns, a agressividade e dinamismo dos caciques desse sistema.
A falta de regulação do sistema e a irresponsabilidade dos operadores com o dinheiro alheio são brilhantemente abordados no longa. Enfim, são retratadas condutas absolutamente revoltantes e que mantêm-se impunes.
Em outras palavras, o filme é imperdível.

Ao final de tudo isso, concluí que, definitivamente, não entendo onde essas pessoas querem chegar, o que querem com tanto dinheiro e poder, e, principalmente, que prefiro toda essa paranóia e falta de escrúpulos longe, mas muito longe de mim.

Genaro

terça-feira, 29 de março de 2011

Marcha fúnebre

Solta o som, DJ

No dia em que falece o ex-vice-Presidente José Alencar, o povo brasileiro pode estar começando a perder um valoroso ente de seu patrimônio: o Código Florestal.

Como vínhamos ressaltando há alguns meses, as alterações nessa importante lei de proteção ambiental estão a caminho e serão votadas já nessa semana na Câmara.

E temos novidades! O autor do projeto de lei, deputado Aldo Rebello, quer mais. Com o nobre argumento de favorecer os pequenos produtores, reduzirá ainda mais as áreas de preservação, já severamente reduzidas pelo projeto inicial. Argumenta que tudo isso sempre será feito com a aprovação dos órgãos técnicos e ambientais, como nós sabemos, sempre competentíssimos e ilibados. Em outras palavras, deveriam, no mínimo, mudar logo o nome para Código Agroindustrial.

A comoção nacional certamente será maior para o defunto da semana - ou para a final do BBB - e pouca visibildade será dada a essa brutalidade que fatalmente será cometida contra a meio-ambiente, no silêncio de um Congresso em luto, tal como na época da Copa do Mundo.

O verão de 2012 ainda está longe e nós temos memória curta. Se tudo for feito a toque de caixa nesses meses - e nessa hora eles conseguem, poderemos atribuir as catástrofes que estão por vir a São Pedro ou, ainda, reforçarmos nossa crença de que o mundo acabará mesmo no ano que vem por vontade dos deuses.

Genaro

quinta-feira, 24 de março de 2011

Prego 2010 - ADENDO

O grande mal
Não podíamos esquecer dele, Ewerthon!

Inicialmente, conseguimos relevar o fato de ter sido revelado no Corinthians.
Acreditávamos que sua correria ainda poderia render bons frutos.

Entretanto, as baladas e o péssimo rendimento em campo mostraram o contrário. Ostentando uma portentosa barriga, era capaz somente de marcar alguns gols de rebote, o que não condizia com seu astronômico salário de 220 MIL REAIS.

Ele é tão nocivo que hoje está desempregado, sem clube, sem lugar para manter-se como um verme.

Genaro

quarta-feira, 23 de março de 2011

Prego - 2010



Eis os indicados
Não foi apenas Dinei que manchou a história do Palmeiras em 2010. Os outros seguem abaixo.
Confira.

Robert: Chegou para compor elenco no fim de 2009, mas, estranhamente, se tornou a grande aposta em 2010. Extremamente instável, chegou a fazer importantes gols, porém sua dificuldade no domínio e na condução da bola esgotaram a paciência da torcida. Em um episódio mal explicado, foi dispensado junto com o então técnico Antonio Carlos Zago. Foi a primeira boa notícia do ano para a torcida.

Daniel Lovinho: Quando o vi em campo, com essa alcunha, pensei: trata-se de uma comédia! Depois de poucos minutos percebi o pior: era filme de terror. Ele é devolvido depois de algumas semanas por TODOS os clubes para os quais é emprestado!

Paulo Henrique: Sua contratação empolgou a torcida: o presidente do clube disse que não o conhecia e nem nos vídeos do Youtube ele conseguia fazer alguma jogada que prestasse. Sorte ter entrado pouco em campo.

Bruno Paulo: O novo Ronaldinho Gaúcho queria encontrar seu espaço num grande time de São Paulo. A única fama que deixou, contudo, foi a de fazer muita festa em seu apartamento. Nem precisa falar de qual Estado ele veio, né.

Armero: Em suas primeiras partidas, deu esperanças à torcida, que apreciava suas jogadas de efeito e sua incrível velocidade. Mas sua dificuldade em passar a bola e facilidade em cometer faltas nas imediações da área arruinaram sua trajetória pelo Palmeiras. Na realidade, tudo decorria da nítida malemolência de um jogador descompromissado e indolente. Pelo menos o Felipão, assim que chegou, extirpou esse câncer do elenco.

Ivo: Apesar de seu belo par de orelhas, poucos apostavam que esse rapaz de 24 anos vindo do Juventude iria voar em campo. E não voou mesmo, voltando pra disputar a série B pela Macaca meses depois de não fazer quase nada.

Léo: Surgiu no Grêmio como um grande zagueiro, chegando até à seleção brasileira. Não muito tempo depois, já na reserva do time gaúcho, chegou ao Palmeiras apenas como um zagueiro grande (seus companheiros até diziam: é um touro). Após acumular expulsões e falhas, esse bundudo e pesado beque foi dispensado logo após a chegada de Felipão.

Gualberto: Surgiu como volante no Palmeiras B e foi chamado para o time principal para jogar improvisado na zaga. Muito elogiado tanto por Muricy, como por Felipão, sumiu no início deste ano. Não se sabe se foi dispensado, emprestado. Ou seja, os técnicos deviam é ter pena de falar mal desse coitado.

Genaro

terça-feira, 22 de março de 2011

Vale a pena ver de novo?

A casa está caindo para o sanguinário ditador/virtuoso guitarrista.

Muammar Gaddafi é um sanguinário, megalomaníaco, tirano e lunático. As fantásticas melodias que tira de sua guitarra quando assume seu alter ego, o lendário mexicano Carlos Santana, de modo algum servem de desculpa para as atrocidades que comete.

E quando o povo Líbio se fartou, pegou nas armas e foi às ruas. Tomou cidades estratégicas nas quais havia as maiores refinarias de petróleo do país, a anunciaram a marcha a Tripoli para encerrar o longo regime do ditador.

A retaliação foi violenta e imediata e o resultado a guerra. Em meio ao desastre ocorrido no Japão e a eliminação de Muricy na Libertadores, coube aos paladinos do conselho de segurança da ONU uma resposta. E esta foi dada por meio da resolução aprovada e aplaudida, visando proteger os civis que estavam sendo vitimizados pelos ataques do exército Líbio.

O texto da resolução, em seu principal ponto, diz:

4. Authorizes Member States that have notified the Secretary-General,
acting nationally or through regional organizations or arrangements, and acting in
cooperation with the Secretary-General, to take all necessary measures,
notwithstanding paragraph 9 of resolution 1970 (2011),
to protect civilians and
civilian populated areas under threat of attack in the Libyan Arab Jamahiriya
,
including Benghazi, while excluding a foreign occupation force of any form on any
part of Libyan territory, and requests the Member States concerned to inform the
Secretary-General immediately of the measures they take pursuant to the
authorization conferred by this paragraph which shall be immediately reported to
the Security Council;


Se você não fala inglês, caro leitor, não se de ao trabalho de traduzir, pois os estadistas das maiores potências do mundo não se deram. Para eles está escrito "escolhe um lado e manda bala". Provavelmente tendo assistido à saga de Star Wars, juntaram-se aos rebeldes, talvez imaginando que a Força estivesse do lado deles.

Antes que venham fervorosamente me criticar e acusar de apoiar o maníaco Gaddafi, vou colocar em termos claros: gostaria que ele perecesse no conflito, e torço para um infeliz acidente.

Agora, não me apareçam exaltando o absurdo. Organizações rebeldes paramilitares armadas não são civis. O que acontece na Líbia chama-se guerra civil, e mais uma vez o ocidente escolheu um lado. Mais uma vez tomou as rédeas da ofensiva, com mísseis e bombas da democracia, com o nobre objetivo de libertar um povo. Mais um petisco para o ódio contra o ocidente que já adquire proporções assustadoras em tantos lugares do mundo. Mais um pretexto para futuros escândalos, intrigas e torturas.

A tão falada resolução é um álibi, só não enxerga quem não quer. Esse filme nós já vimos, mais de uma vez, e, apesar do final nada feliz, vamos aplaudir mais esta edição.

O Brasil se absteve, alegando que temia que exatamente isto fosse acontecer. E fez bem, porque país onde morre gente em ritmo de guerra o ano todo, onde palhaço é deputado e deputado é palhaço tem mais é que limpar a própria a bunda antes de dar pitaco em conselho da ONU.

JC

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bastidores da festa

Agora, sim, justiça sendo feita
Há alguns dias, foi deflagrada a Operação Guilhotina da Polícia Federal, a qual tem por objetivo prender, em sua maioria, policiais acusados de envolvimento com milícias, de escoltar traficantes quando houve a invasão do Complexo do Alemão e, ainda, de saquear os moradores durante a dita invasão.

Pouco a pouco, aquela suposta vitória da legalidade contra o poder paralelo do tráfico vai mostrando a sua verdadeira face, mas agora é tarde.

Notícias sobre a operação estampam os principais jornais, porém ficam muito distantes do destaque que foi dado em tempo real à ceninha protagonizada pelas forças do bem no fim de 2010, que monopolizou capas e telejornais.

O que é interessante nesse momento é saber se houve ejaculação no travesseiro do BBB ou se o Ronaldo tem mesmo hipotireoidismo.

Mais triste ainda é saber que a Polícia Federal é um órgão que passa longe de ostentar uma reputação ilibada. Para não ir muito longe, é só lembrar da quebra de sigilo fiscal da filha do Serra às vésperas da eleição entre muito outros escândalos em que está envolvida, explicitando o caráter político - e corrupto - da instituição.

Em suma, só não vê quem não quer o fato de que somos meros espectadores desse teatrinho circense e mentiroso armado pelo poder público. A trama, contudo, é complexa: não tem herói, mas tem final feliz.
Muito estranho.

Genaro

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dor de cotovelo?





Marcos Magano Frota, ícone da atuação brasileira. Este monstro sagrado da atuação escreve de vez seu nome na história da arte brasileira. Lançado ao estrelato no papel de Tonho da Lua, com a ilustre repetição da frase "minha Rutinha" ao longo de meses, o ator tem a honra de ter o tapete vermelho estendido pelo Granada Verbal em sua entrada no panteão do Olimpo cinematográfico.

Ao longo de sua carreira consagrou-se com papéis de peso como o Morcego Voador, na novela Chocolate com Pimenta e o Caminhoneiro Justo em um episódio de Carga Pesada. Mas as portas para o mundo foram abertas de fato quado protagonizou seu papel mais expressivo no cinema brasileiro, atuando no profundo e aclamado Xuxa Popstar.

Mas todo este estrondoso sucesso não era suficiente para o nosso herói. Perseguia à arte, e por isso uniu-se ao circo. Bom moço que é, fato que pode ser atestado por sua ex-mulher, preocupou-se com as mazelas do mundo e levou seu circo à favela de Vila Cruzeiro. E o que fez for circense.

Não se sabe se a criança no video tentou bater sua carteira, ou sussurrou algo sobre o fato de sua ex-mulher tê-lo deixado. Mas o fato é que ele agrediu o garoto, que aparentava ter cerca de 12 anos, com uma cotovelada.

Cotovelada em criança, Marquinhos? Sério? A dúvida que fica é se foi só uma tentativa de compensar a queda em relevância que você tem apresentado, ou se você por um instante achou que era o palhaço no seu próprio circo.

Ficamos com o palhaço. Vocação para isso você tem de sobra. E segura firme quando você for fazer graça no trapézio, porque se acontecer algo a gente vai ficar muito chateado.

JC

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Prego


Sorriso amarelo prenuncia o desastre
Telmário de Araújo Sacramento, o Dinei do Palmeiras, sofreu uma rara fratura no quadril e para por três meses.

Pra quem já o viu atuar, a fama de genérico do já fraco Dinei que jogou no Corinthians se justifica. Aliás, também apresenta grande semelhança física com Henry, jogador francês, mas nesse caso podemos chamá-lo no máximo de placebo ou pílula de farinha do ex-jogador do Arsenal e do Barça.

Quanto à lesão, o médico do Palmeiras ressaltou que é bastante rara e que jamais diagnosticara em um jogador de futebol. Esse é mais um sinal de que não se trata de um!!!

Em grande estilo, ele inaugura nesse blog a série dos péssimos jogadores que mancharam a história do Palmeiras.

Genaro

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Jonas, conta um pouquinho pra gente!

Pedala

O atacante Jonas, conhecido por suas passagens por Santos, Portuguesa e Grêmio foi apresentado no Valência, da Espanha. Na sua chegada ao Mestalla, o atleta disse em coletiva que seu estilo de jogar é parecido com o de Robinho.

Não Jonas. Não é.

JC

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Panem et circences - BBB 11

 
Foto: Yahoo
Realmente já não tenho mais dúvidas de que, através do Big Brother Brasil 11, a civilização humana atinge seu pináculo. Não sou moralista. Bebo, fumo, assisto pornografia. Tampouco sou religioso, sendo adepto do ateísmo, para quem não sabe, a crença na inexistência de um deus. Atualmente, acredito em qualquer coisa, e ao mesmo tempo não acredito em mais nada.

O sofrimento e humilhação do outro sempre figurou entre as maiores fontes de entretenimento do ser humano. Desde os tempos de Roma antiga, onde homens eram colocados diante de leões em batalhas perdidas, passando pelos bobos da corte medievais, e culminando em espetáculos como o BBB11. Os contratos e conveçções sociais idealizados pelos antigos filosófos foram se transformando e limitando as extravagâncias do homem, mas os caminhos são curvos, e o resultado repetitivo.

O Big Brother começou na Holanda, a partir de um conceito interessante de como reagiriam pessoas diferentes em condições de confinamento, tendo somente umas às outras. É um cenário alvo de diversos estudos psicológicos, que parte de uma premissa válida e interessante. Veio ao Brasil e fez grande sucesso, do qual grande parte se deve à competência e oportunismo do diretor Boninho.

Mas ao longo de dez edições teve uma trajetória vertical, testando as profundezas do quão baixo é possível ir. Para se ter uma idéia, o BBB 11 começou de forma promissora, com o diretor afirmando que estariam liberadas as agressões físicas. Houve a entrada de uma transsexual na casa, com a brilhante idéia de esconder tal fato dos demais participantes, para apimentar o "jogo". A partir daí um participante ejaculou no travesseiro, foram liberados os destilados pesados, uma participante atingiu o coma alcoólico, e o espetáculo do bizarro atingiu o ápice com uma garota se esfregando e apalpando um visivelmente constrangido André Marques, apresentador do Video Show.

O experimento psicológico e reality show desenvolvido pela Endemol evoluiu para um retrato contemporâneo da política do pão e circo. O confinamento, os comportamentos são secundários. A idéia agora é selecionar cuidadosamente pessoas que oferecem audiência e necessitam de dinheiro, e submetê-las a uma maratona de humilhações, testes fisícos e psicológicos, mudanças de regras, tudo regado a muita bebida para o nosso divertimento.

Não é fácil ganhar dinheiro, e seria hipocrisia de minha parte negar que a oportunidade de sucesso deveria ser recusada pela Rede Globo. Mas empurrar tamanho lixo goela adentro dos brasileiros, em uma décima primeira edição e se aproveitando da total falta de opções da TV aberta, do culto à fama que move os ignorantes participantes e da curiosidade mórbida inerente às pessoas, é golpe baixo.

É hora de seguir em frente. Assistir a isso fez de mim uma pessoa pior.

JC

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Valete, Dama, Rei e Bobo


Papel de bobo semalmente

Esses deveriam ser apenas os personagens de um bom e velho baralho Copag, mas não, são os protagonistas da rua durante a noite paulistana aos finais de semana.

O assunto é velho, porém segue mutilando minha saúde mental naquele momento em que eu deveria apenas me divertir e relaxar.

A cena é sempre a mesma.
O prestativo rapaz que trabalha para o valet abre a porta para a dama que está sentada no banco do passageiro para que ela entre triunfante na balada ou no bar; no mesmo momento em que seu namorado, o rei, também merece que a pesada e desgastante tarefa de abrir a porta do carro fique a cargo do outro funcionário da empresa. E, a contragosto, assistindo a tudo isso, eu, o bobo, o otário, que é obrigado a esperar, buzinar em vão, ou arriscar vidas entrando desesperadamente na contramão para seguir o meu caminho.

Já quase curado dessa sucessão de cenas ocorridas na ida, presencio, na volta, a despedida calorosa e demorada que o ilustre casal despende a cada um de seus amigos, enquanto seu carro permanece com as portas gentilmente abertas no meio da rua.

O desrespeito à lei, à cidadania e a falta de educação não são nenhuma novidade, além disso seria enfadonho e patético ficar tratando de cada uma delas como se eu tivesse descoberto a roda, mas essa putaria instituída por esses canalhas que se julgam no direito de ferrar com a vida de quem por ali passar é uma desgraça sem tamanho.

E a culpa, obviamente, não é só das empresas de valet, mas também daquele casalzinho de merda que não vê o menor problema em nos fazer esperar por eles, afinal, o bonitão pagou quase 20 pau por esse serviço.

Os ímpetos criminosos que me tomam nesse momento são dos mais variados. Ainda bem que não tenho um caminhão, nem uma arma. Ainda bem mesmo.

Genaro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Twitter

Estamos agora no Twitter

twitter.com/granadaverbal

Entrem, opinem, discutam.

Isso mesmo, vocês três que leem o blog.

JC

O dia em que virei um NET

Skavurska
Foi o dia em que aceitei ter minha alma enrabada pelos próximos anos. A cada dia que passa de serviço prestado por essa empresa que exala excelência, percebo que não posso ser definido como um cliente, mas sim como um freguês, na mais pura e futebolística acepção da palavra.

Intrigado pela novas tecnologias, cinéfilo e amante do futebol, adquiri um pacote de alta definição. Visando evitar as duas horas de trânsito, 5km de caminhada, furto de veículos, assalto, surra da polícia, briga de torcida, lanche do Habibs e piscinas de urina que envolvem ir ao estádio, desembolsei uma suada verba para adquirir o pacote pay per view de futebol.

E qual não foi minha surpresa, nesta quarta feira, pela enésima vez, cheguei cansado em minha residência e liguei meu televisor, na ânsia de acompanhar a peleja, para constatar que o sinal dos canais que a transmitiriam estavam bloqueados.

Respirei fundo e telefonei para o arrombamento ao consumidor. O que se seguiu foi um ode ao grotesco. Horas de intestinos diálogos com o mais rudimentar dos atendentes, nos quais esperei muitos momentinhos, fui instruído a tirar e recolocar o conversor na tomada, desligar e ligar, mudar de canal, em vão. Esgotados os procedimentos, foi agendada uma visita, para qual sequer estarei em casa, uma vez que eles jamais aparecem.

Se não bastasse isso, ao final de tudo, o elemento tenta me oferecer a aquisição de um novo pacote.

Por todas essas razões, sr. Coronel da propaganda da NET, eu quero você. Sonho em adquirir um taco de beisebol, em pau brasil, e  instalar pregos enferrujados na ponta, para andar com ele durante os anos que me restam dessa vida piorada por vocês, na esperança de encontrá-lo.

Como não quero ir preso, já que sou eu que estou sendo roubado, fica esse desabafo, na esperança de que alguém com juízo pule fora dessa roubada, dessa mentira e dessa sopa de merda que é essa empresa.

Skavurska

JC

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Não compre baton

Eles te dão a arma; você se mata
Hoje, assistindo tevê, fui agraciado com um comercial do Itaú no qual se idealiza um futuro distante do atual "consumismo sem limite".

Como assim, num comercial de um banco? No comercial de um banco que nos bombardeia minuto a minuto com campanhas de endividamento das mais diversas modalidades? Se isso não é psicologia reversa ou hipocrisia, eu honestamente não sei onde essa campanha quer chegar.

Nesse momento, vieram à minha memória as incessantes ligações de telemarketing que recebo dessa instituição desde que quitei todas as parcelas do meu carro em dia. Oferecem-me cartão de crédito a todo custo. O pior é que, nem mesmo com a argumentação de que não tenho dinheiro, eles desistem, como todos sabem. Como se fosse uma gravação, o atendente retruca: mas o senhor vai estar dispondo de um limite de mil reais!

Próxima vez que me ligarem, serei bem direto: não quero, obrigado. O Itaú me mandou evitar o consumismo sem limite. Vamos ver se dessa vez cola.

Genaro

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Derrubando o pano




Zeitgeist é nome de um documentário, na minha modesta opinião, excelente publicado há mais de três anos na internet. Apesar de não ser nem um pouco novo, é relativamente desconhecido, sobretudo, levando-se em conta a enorme importância dos temas nele tratados.
Não virou filme, tampouco foi minimamente divulgado, pois não interessa a ninguém.
Trago essa dica para nossos poucos leitores, que certamente disporão de duas horas de suas vidas para assisti-lo, caso nunca o tenham feito.
É legendado, não tem erro.

Nesse documentário, utilizam, entre outras coisas, um pequeno trecho da interessantíssima entrevista de Aaron Russo (ex-cineasta e ativista política americano), cuja versão original dura quase uma hora. No youtube, tal entrevista pode ser assistida em um resumo de 10 minutos, também devidamente legendado em português.

Se trazem verdades, não sei, porém trazem embasamento suficiente para derrubar mentiras universais.

De uma coisa eu tenho certeza: é muito mais interessante que ver o Bial bostejando quase todo dias após a novela.

Genaro

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quem?

Dâniel Fraga. (não vou por foto dele)
"Quem???"Sim, essa é a provável reação que você terá ao ler o nome do cara. Bom, google resolve, claro. Tem twitter e tudo mais.

Ele nem alcançou tanta popularidade na net, mas resolvi comentar seus interessantes videos divulgados no youtube.
Em todos, ele faz questão de descer a lenha em tudo o que se refere ao PT, ao Lula e aos seus coligados. Antes de tudo, vou frisar que traz fatos bastante verossímeis e argumentos bastante contundentes.

Até aí, tudo bem. Trata-se até de prestação de serviços! No duro mesmo.

O problema é que ele começou a perder a noção do que é fanatismo político.

Primeiro, em um video onde elenca um universo de partidos nos quais não se deve votar, ele deixou propositalmente de citar o PSDB e o DEM. Pra não ir muito longe, qual era mesmo o partido de José Roberto "panetone" Arruda? Por qual coligação Weslian do Perpétuo Socorro Peles Roriz concorreu às últimas eleições no DF? Bom...

Agora, já num momento de desespero com a eleição da Dilma, ele passou a criar relações absurdas entre o governo PT - o qual ele insiste em chamar de "esquerdista" - e as trágedias que vêm ocorrendo devido as chuvas. Para não ter o desprazer de ter de assisti-lo nesse video, já informo que ele atribui todas as mortes e deslizamentos ocorridos no RJ ao governo esquerdista, o qual assegura a todos o direito à moradia. Meu Deus! Tem uma mente bastante inventiva.

Em suma, não defendo em hipótese alguma nenhum desses partidos citados, porém é nítido que o rapaz aí já estão beirando as raias da loucura.

Genaro

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Diário de Atlântida

Leptospirose no dos outros é refresco
Meu carro está coberto de barro, meu tênis também. O estacionamento do local onde trabalho se transformou num pântano. Minhas cuecas acabaram por ser incineradas, borradas que estavam, devido aos momentos de terror experimentados por duas vezes na última semana, enquanto me debatia no carro parado, vendo o nível da água subir e encobrir os pneus de meu modesto e mau conservado veículo.

É uma sensação que conheço muito bem, que me remete ao ano passado, no qual experimentei a mesma situação em três ocasiões, e também vi meu local de trabalho ser atingido causando prejuízos na casa dos seis zeros.

Menos afortunados perderam casas, carros, e até pereceram nos tsunamis de água barrenta e fecal.

No meio desse open bar de leptospirose, quem pode dar alguma explicação é Kassab, o peculiar prefeito paulistano. Ele disse aqui, aqui e aqui que a culpa das enchentes é do excesso de chuvas.

Só que se o leitor observar, essas notícias são de Dezembro de 2009, Janeiro e Fevereiro de 2010.

Em suma, todo mundo leva na bunda, o palhação coloca a culpa naquilo que todo mundo já sabe que vai acontecer todo começo de ano, e depois volta ao gabinete para ler um jornal ao vaso sanitário e pensa em qual mentira vai contar pra enganar a todos na próxima eleição.

Deve ser eleito deputado, ou algo do gênero.

Tem como não amar esse país?

JC

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Já é um (re)começo


Documentos apontam que o tráfico já voltou ao Complexo do Alemão.

Pois é, todo aquele show piroctécnico, coberto em tempo integral pelas emissoras de tevê e aplaudido pela imprensa em geral, batizado de "pacificação das favelas", "batalha do bem contra o mal" ou "início do fim do tráfico", semanas depois já mostra sua verdadeira faceta política.

Seria interessante ver supostos jornalistas como Ronaldo Soares e Roberta de Abreu Lima, responsáveis pela tendenciosa matéria sobre o showzinho, veiculada pela Revista Veja (sala de espera de médico é uma desgraça), comentarem as últimas notícias.

E ainda tem gente que acredita que a mídia não é vendida e que o comércio de entorpecentes tinha sido abalado no final de 2010.

Genaro

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ronaldo de A$$i$ Moreira




É, meus amigos, o blog tem sofrido com a falta de assunto nesse começo de ano. Como não poderia deixar de ser, temos de apelar para o assunto do momento, Ronaldinho.

Foi uma delícia ver o Grêmio retirar a proposta. Depois de 7 ajustes, brinde com vinho, caixas de som no estádio, o empresário A$$i$ marcou uma coletiva para não falar nada. O Palmeiras também cansou da brincadeira e desistiu de contar com o "atleta".

O que me chama a atenção é a omissão do jogador. A mesma omissão mostrada em 2006, a mesma omissão na Olimpíada aparece fora de campo. Ronaldinho não se pronuncia, não aparece, não tem desejos, vontades. É frio, omisso.

Por isso vai se dar bem no Flamengo. Assim como Adriano, poderá decretar feriado nas segundas feiras. Treinar pouco por causa do calor, conhecer a noite carioca, eternizada no cancioneiro popular brasileiro. Pode até ganhar peso e levar a imprensa estrangeira a se perguntar o que faz Milton Nascimento com a camisa 10 do clube carioca.

Gols de falta contra o friburguense, talvez um título carioca, e o craque estará redimido.

Agora surge a concorrência do Corinthians. Seria uma ótima opção, já imagino um confronto entre Corinthians e Grêmio no Olímpico pela Libertadores. Toques de lado, isolamento na ponta esquerda, uma lesão na panturrilha. Lágrimas e gritos de "o Corinthians é muito maior que você".

Pa$$ione é a novela de Ronaldo de Assis Moreira. É uma história de intrigas, traições e decepções, a história de uma nação tentando se segurar a uma ilusão, a uma bela memória que ainda traz um sorriso, mas que está enterrada em uma vala em Gelsenkirchen.

E nessa história não tem lugar para paixão.

JC

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Um tapinha não dói

Os craques estão prontos para brilhar no futebol brasileiro


Como em todo começo de ano, o mercado do futebol está agitado, e os rumores voam sem direção de um lado para o outro. Existem algumas notícias que realmente colocam o grifo no status de otário do torcedor, já consagrado na dinâmica do esporte nesse nosso delicioso país.

Adriano está voltando para a Roma, mas prometeu que em junho retorna ao Flamengo. Ele está triste, porque ama o Rio, ama fazer churrasco sem camisa em Vila Cruzeiro. Por que ninguém se pergunta a razão da pífia passagem pela capital italiana? Por que o jogador trocou o Flamengo campeão brasileiro por uma volta a um país onde não se adapta, com um técnico linha dura? Como esperado não entrou em forma, não jogou, brigou com todos, pegou as luvas e começou a chiar para retornar. Ainda assim é cobiçado e se vier será tratado como o filho pródigo.

Ou o caso de Robinho. Se esforçou para vir por empréstimo no ano passado, porque ama o Santos. Fez de tudo para não voltar para lá, porque ama o Santos. O fato de que era um reserva em um time pequeno da Inglaterra que ficou rico por acaso pouco importa. Quando está por baixo, todo mundo fica cheio de amor para dar. É o mesmo jogador que se recusou a treinar e comparecer ao clube que ama para forçar a tranferência para o Real Madrid, por um valor abaixo da multa recisória. Fracassou na Espanha. Um ídolo.

E a bola da vez é Ronaldinho. Especula-se que esteja dividido entre o amor ao Rio de Janeiro, sua ligação com o Grêmio ou o dinheiro do Palmeiras, cujo elenco reclamou da falta de pagamento de salários em mais de uma ocasião em 2010. Se vier vai bater falta, fazer gol de pênalti e dar chapéu no meio campo. Vai também conhecer uma série de estabelecimentos noturnos. Outro ídolo.

E assim segue a nova moda. O jogador, fora de forma e com profissionalismo duvidoso, perde espaço na Europa, e agora tem a opção de voltar para o Brasil jogando metade do que um dia jogou, com a barriga saliente, gahando salário de primeiro mundo. Se aproveitando de um futebol mais técnico e menos físico jogado aqui, fazem seus golzinhos, muitos deles de falta, pênalti e rebote, e são alçados ao status de ícones.

Os palhaços que cuidam de nossos clubes, por sinal falidos, se aglomeram, acotovelam e digladiam para contar com esses jogadores.

Assim como nós torcedores nos esprememos nas filas dos estádios, cercados de cambistas e policiais truculentos, sabendo que não haverá ônibus no horário que saírmos, ou, se estivermos de carro, ele pode não estar mais lá. Ou quando nos apertamos na fila de uma casa noturna, por horas, para bebermos doses de bebida falsa por preços superiores ao de uma garrafa.

O brasileiro é mulher de malandro. Gosta de apanhar, levar na bundinha, é macio ao toque, tenro. Inofensivo como um chester.

O negócio é fechar os olhos, colocar a mão na mesa e morder o algodão que vem fumo de novo.

Feliz ano novo.

JC 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Eclético


Traje e violãozinho: se engana que eu gosto
 
Muitas vezes em que dirijo a alguém a pergunta "o que você gosta de ouvir?" sou agraciado com um hipócrita e genérico "ah, eu escuto tudo".
O mais interessante é que essa mesma pessoa provavelmente será a primeira a pedir para tirar quando começa a tocar Racionais ou 2Pac, dizendo que aquilo é música de mano, ou mesmo demonstra completa ojeriza ao Jazz, tachando-o de coisa de velho.
E nesse cenário, as caixas de som começam a nos degradar emitindo o som produzido por supostos artistas como Luan Santana, que inundam as rádios, tevê e festinhas em geral, resultado da maldita onda sertaneja que acomete São Paulo.

Apesar de não parecer, respeito o gosto de cada um. Isso não é problema meu.

O que definitivamente me irrita é essa autoenganação, de pessoas que acreditam escutar de tudo - o que passa longe de ser verdade - ou daquelas que creem escutar determinado estilo musical, e na realidade não estão.
Criam a alcunhas, como a clássica "universitário", para qualquer tipo de música ruim, desvirtuada e que agrada a todos. Assim, vende e engana.
Mas a verdade tem de ser dita. Não é por que usa acordes manjados em um violão com timbre sertanejo que o tal Luan Santana toca esse tipo de música; e o fato de os integrantes do Black Eyes Peas gesticularem como moradores do Brooklyn não os transforma em uma banda de Rap ou Hip Hop.

Enfim, antes de me dar aquela resposta que eu mencionei no início, seja sincero e faça o favor de alterá-la, ou seja, "ah, escuto qualquer porcaria".
Ainda pode bater no peito e falar que ninguém tem nada a ver com isso, não é verdade?

Genaro