O mundo está open bar de nariz de palhaço, e infelizmente a reação que muitos queremos ter não é lícita. Como granada não vende na padaria e somos por demais masoquistas para aceitarmos terminar nossa existência em paz, coçando o ovo esquerdo em uma cela úmida e superlotada, apresentamos a granada verbal. Sem rabo preso, sem responsabilidade jurídica e sem educação, é hora de tirar desses peitos cabeludos o que tá incomodando. Quem não gostar é só pedir que sugerimos o que fazer a respeito.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Ronaldo de A$$i$ Moreira
É, meus amigos, o blog tem sofrido com a falta de assunto nesse começo de ano. Como não poderia deixar de ser, temos de apelar para o assunto do momento, Ronaldinho.
Foi uma delícia ver o Grêmio retirar a proposta. Depois de 7 ajustes, brinde com vinho, caixas de som no estádio, o empresário A$$i$ marcou uma coletiva para não falar nada. O Palmeiras também cansou da brincadeira e desistiu de contar com o "atleta".
O que me chama a atenção é a omissão do jogador. A mesma omissão mostrada em 2006, a mesma omissão na Olimpíada aparece fora de campo. Ronaldinho não se pronuncia, não aparece, não tem desejos, vontades. É frio, omisso.
Por isso vai se dar bem no Flamengo. Assim como Adriano, poderá decretar feriado nas segundas feiras. Treinar pouco por causa do calor, conhecer a noite carioca, eternizada no cancioneiro popular brasileiro. Pode até ganhar peso e levar a imprensa estrangeira a se perguntar o que faz Milton Nascimento com a camisa 10 do clube carioca.
Gols de falta contra o friburguense, talvez um título carioca, e o craque estará redimido.
Agora surge a concorrência do Corinthians. Seria uma ótima opção, já imagino um confronto entre Corinthians e Grêmio no Olímpico pela Libertadores. Toques de lado, isolamento na ponta esquerda, uma lesão na panturrilha. Lágrimas e gritos de "o Corinthians é muito maior que você".
Pa$$ione é a novela de Ronaldo de Assis Moreira. É uma história de intrigas, traições e decepções, a história de uma nação tentando se segurar a uma ilusão, a uma bela memória que ainda traz um sorriso, mas que está enterrada em uma vala em Gelsenkirchen.
E nessa história não tem lugar para paixão.
JC
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