quinta-feira, 31 de março de 2011

Prego 2010 - Ano que não termina

Como que eu cheguei aqui?
Pois é, não é díficil entender por que o Palmeiras não rendeu em campo no ano passado.

O cara da foto atende por Eduardo, o lateral que foi contratado após fazer ótima campanha no Guarani.

E não foi imprecisão minha. Falei lateral justamente por ele ser ambidestro e poder atuar em qualquer dos flancos do campo. E no Palmeiras isso ficou bem claro, de modo que ficou impóssivel saber em qual lado do campo ele rendia menos.

Fraco física e tecnicamente, foi ainda pior que o Vitor, que será objeto se outro post.

Foi outro que sumiu com a chegada do Felipão.

Genaro

Pacto com o...

É só o que importa
Ontem, tive a feliz coincidência de ser obrigado a ler a Revista Exame, cuja capa ostentava o banqueiro André Esteves (do BTG Pactual), e, mais à noite, assistir ao filme "Inside Job".

A reportagem tratava da gloriosa carreira do empresário, relatando sua incrível sorte, sua ascensão vertiginosa e, sobretudo, seu fascínio pelo risco e agressividade, fazendo jus ao título "o homem do risco".
Talvez a intenção da publicação fosse exaltar a figura do banqueiro, mas, no fim das contas, mostrou o quão desprezíveis são os intentos desse tipo de gente.
Narraram a forma como ele - e seu grupo - conseguiu cuspir um dos membros fundadores do Pactual, bem como sua tentativa de reaproximação de Eike Batista, trazendo, inclusive, o teor de um SMS recebido por este. O teor, posso lhes dizer, é patético.
Contam, ainda, algumas das características corporativas do banco, dentre as quais, a salva de palmas ao primeiro funcionário a sair ao final do expediente, a fim de se criar um constrangimento.
Eu deveria ter achado tudo isso o máximo, pelo menos foi o que me pareceu.

Do outro lado, o documentário, narrado na voz de Matt Damon, dispensa comentários.
Nele é mostrado o lado negro do mercado financeiro, o custo de tudo isso para a sociedade ou, para alguns, a agressividade e dinamismo dos caciques desse sistema.
A falta de regulação do sistema e a irresponsabilidade dos operadores com o dinheiro alheio são brilhantemente abordados no longa. Enfim, são retratadas condutas absolutamente revoltantes e que mantêm-se impunes.
Em outras palavras, o filme é imperdível.

Ao final de tudo isso, concluí que, definitivamente, não entendo onde essas pessoas querem chegar, o que querem com tanto dinheiro e poder, e, principalmente, que prefiro toda essa paranóia e falta de escrúpulos longe, mas muito longe de mim.

Genaro

terça-feira, 29 de março de 2011

Marcha fúnebre

Solta o som, DJ

No dia em que falece o ex-vice-Presidente José Alencar, o povo brasileiro pode estar começando a perder um valoroso ente de seu patrimônio: o Código Florestal.

Como vínhamos ressaltando há alguns meses, as alterações nessa importante lei de proteção ambiental estão a caminho e serão votadas já nessa semana na Câmara.

E temos novidades! O autor do projeto de lei, deputado Aldo Rebello, quer mais. Com o nobre argumento de favorecer os pequenos produtores, reduzirá ainda mais as áreas de preservação, já severamente reduzidas pelo projeto inicial. Argumenta que tudo isso sempre será feito com a aprovação dos órgãos técnicos e ambientais, como nós sabemos, sempre competentíssimos e ilibados. Em outras palavras, deveriam, no mínimo, mudar logo o nome para Código Agroindustrial.

A comoção nacional certamente será maior para o defunto da semana - ou para a final do BBB - e pouca visibildade será dada a essa brutalidade que fatalmente será cometida contra a meio-ambiente, no silêncio de um Congresso em luto, tal como na época da Copa do Mundo.

O verão de 2012 ainda está longe e nós temos memória curta. Se tudo for feito a toque de caixa nesses meses - e nessa hora eles conseguem, poderemos atribuir as catástrofes que estão por vir a São Pedro ou, ainda, reforçarmos nossa crença de que o mundo acabará mesmo no ano que vem por vontade dos deuses.

Genaro

quinta-feira, 24 de março de 2011

Prego 2010 - ADENDO

O grande mal
Não podíamos esquecer dele, Ewerthon!

Inicialmente, conseguimos relevar o fato de ter sido revelado no Corinthians.
Acreditávamos que sua correria ainda poderia render bons frutos.

Entretanto, as baladas e o péssimo rendimento em campo mostraram o contrário. Ostentando uma portentosa barriga, era capaz somente de marcar alguns gols de rebote, o que não condizia com seu astronômico salário de 220 MIL REAIS.

Ele é tão nocivo que hoje está desempregado, sem clube, sem lugar para manter-se como um verme.

Genaro

quarta-feira, 23 de março de 2011

Prego - 2010



Eis os indicados
Não foi apenas Dinei que manchou a história do Palmeiras em 2010. Os outros seguem abaixo.
Confira.

Robert: Chegou para compor elenco no fim de 2009, mas, estranhamente, se tornou a grande aposta em 2010. Extremamente instável, chegou a fazer importantes gols, porém sua dificuldade no domínio e na condução da bola esgotaram a paciência da torcida. Em um episódio mal explicado, foi dispensado junto com o então técnico Antonio Carlos Zago. Foi a primeira boa notícia do ano para a torcida.

Daniel Lovinho: Quando o vi em campo, com essa alcunha, pensei: trata-se de uma comédia! Depois de poucos minutos percebi o pior: era filme de terror. Ele é devolvido depois de algumas semanas por TODOS os clubes para os quais é emprestado!

Paulo Henrique: Sua contratação empolgou a torcida: o presidente do clube disse que não o conhecia e nem nos vídeos do Youtube ele conseguia fazer alguma jogada que prestasse. Sorte ter entrado pouco em campo.

Bruno Paulo: O novo Ronaldinho Gaúcho queria encontrar seu espaço num grande time de São Paulo. A única fama que deixou, contudo, foi a de fazer muita festa em seu apartamento. Nem precisa falar de qual Estado ele veio, né.

Armero: Em suas primeiras partidas, deu esperanças à torcida, que apreciava suas jogadas de efeito e sua incrível velocidade. Mas sua dificuldade em passar a bola e facilidade em cometer faltas nas imediações da área arruinaram sua trajetória pelo Palmeiras. Na realidade, tudo decorria da nítida malemolência de um jogador descompromissado e indolente. Pelo menos o Felipão, assim que chegou, extirpou esse câncer do elenco.

Ivo: Apesar de seu belo par de orelhas, poucos apostavam que esse rapaz de 24 anos vindo do Juventude iria voar em campo. E não voou mesmo, voltando pra disputar a série B pela Macaca meses depois de não fazer quase nada.

Léo: Surgiu no Grêmio como um grande zagueiro, chegando até à seleção brasileira. Não muito tempo depois, já na reserva do time gaúcho, chegou ao Palmeiras apenas como um zagueiro grande (seus companheiros até diziam: é um touro). Após acumular expulsões e falhas, esse bundudo e pesado beque foi dispensado logo após a chegada de Felipão.

Gualberto: Surgiu como volante no Palmeiras B e foi chamado para o time principal para jogar improvisado na zaga. Muito elogiado tanto por Muricy, como por Felipão, sumiu no início deste ano. Não se sabe se foi dispensado, emprestado. Ou seja, os técnicos deviam é ter pena de falar mal desse coitado.

Genaro

terça-feira, 22 de março de 2011

Vale a pena ver de novo?

A casa está caindo para o sanguinário ditador/virtuoso guitarrista.

Muammar Gaddafi é um sanguinário, megalomaníaco, tirano e lunático. As fantásticas melodias que tira de sua guitarra quando assume seu alter ego, o lendário mexicano Carlos Santana, de modo algum servem de desculpa para as atrocidades que comete.

E quando o povo Líbio se fartou, pegou nas armas e foi às ruas. Tomou cidades estratégicas nas quais havia as maiores refinarias de petróleo do país, a anunciaram a marcha a Tripoli para encerrar o longo regime do ditador.

A retaliação foi violenta e imediata e o resultado a guerra. Em meio ao desastre ocorrido no Japão e a eliminação de Muricy na Libertadores, coube aos paladinos do conselho de segurança da ONU uma resposta. E esta foi dada por meio da resolução aprovada e aplaudida, visando proteger os civis que estavam sendo vitimizados pelos ataques do exército Líbio.

O texto da resolução, em seu principal ponto, diz:

4. Authorizes Member States that have notified the Secretary-General,
acting nationally or through regional organizations or arrangements, and acting in
cooperation with the Secretary-General, to take all necessary measures,
notwithstanding paragraph 9 of resolution 1970 (2011),
to protect civilians and
civilian populated areas under threat of attack in the Libyan Arab Jamahiriya
,
including Benghazi, while excluding a foreign occupation force of any form on any
part of Libyan territory, and requests the Member States concerned to inform the
Secretary-General immediately of the measures they take pursuant to the
authorization conferred by this paragraph which shall be immediately reported to
the Security Council;


Se você não fala inglês, caro leitor, não se de ao trabalho de traduzir, pois os estadistas das maiores potências do mundo não se deram. Para eles está escrito "escolhe um lado e manda bala". Provavelmente tendo assistido à saga de Star Wars, juntaram-se aos rebeldes, talvez imaginando que a Força estivesse do lado deles.

Antes que venham fervorosamente me criticar e acusar de apoiar o maníaco Gaddafi, vou colocar em termos claros: gostaria que ele perecesse no conflito, e torço para um infeliz acidente.

Agora, não me apareçam exaltando o absurdo. Organizações rebeldes paramilitares armadas não são civis. O que acontece na Líbia chama-se guerra civil, e mais uma vez o ocidente escolheu um lado. Mais uma vez tomou as rédeas da ofensiva, com mísseis e bombas da democracia, com o nobre objetivo de libertar um povo. Mais um petisco para o ódio contra o ocidente que já adquire proporções assustadoras em tantos lugares do mundo. Mais um pretexto para futuros escândalos, intrigas e torturas.

A tão falada resolução é um álibi, só não enxerga quem não quer. Esse filme nós já vimos, mais de uma vez, e, apesar do final nada feliz, vamos aplaudir mais esta edição.

O Brasil se absteve, alegando que temia que exatamente isto fosse acontecer. E fez bem, porque país onde morre gente em ritmo de guerra o ano todo, onde palhaço é deputado e deputado é palhaço tem mais é que limpar a própria a bunda antes de dar pitaco em conselho da ONU.

JC