terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bastidores da festa

Agora, sim, justiça sendo feita
Há alguns dias, foi deflagrada a Operação Guilhotina da Polícia Federal, a qual tem por objetivo prender, em sua maioria, policiais acusados de envolvimento com milícias, de escoltar traficantes quando houve a invasão do Complexo do Alemão e, ainda, de saquear os moradores durante a dita invasão.

Pouco a pouco, aquela suposta vitória da legalidade contra o poder paralelo do tráfico vai mostrando a sua verdadeira face, mas agora é tarde.

Notícias sobre a operação estampam os principais jornais, porém ficam muito distantes do destaque que foi dado em tempo real à ceninha protagonizada pelas forças do bem no fim de 2010, que monopolizou capas e telejornais.

O que é interessante nesse momento é saber se houve ejaculação no travesseiro do BBB ou se o Ronaldo tem mesmo hipotireoidismo.

Mais triste ainda é saber que a Polícia Federal é um órgão que passa longe de ostentar uma reputação ilibada. Para não ir muito longe, é só lembrar da quebra de sigilo fiscal da filha do Serra às vésperas da eleição entre muito outros escândalos em que está envolvida, explicitando o caráter político - e corrupto - da instituição.

Em suma, só não vê quem não quer o fato de que somos meros espectadores desse teatrinho circense e mentiroso armado pelo poder público. A trama, contudo, é complexa: não tem herói, mas tem final feliz.
Muito estranho.

Genaro

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dor de cotovelo?





Marcos Magano Frota, ícone da atuação brasileira. Este monstro sagrado da atuação escreve de vez seu nome na história da arte brasileira. Lançado ao estrelato no papel de Tonho da Lua, com a ilustre repetição da frase "minha Rutinha" ao longo de meses, o ator tem a honra de ter o tapete vermelho estendido pelo Granada Verbal em sua entrada no panteão do Olimpo cinematográfico.

Ao longo de sua carreira consagrou-se com papéis de peso como o Morcego Voador, na novela Chocolate com Pimenta e o Caminhoneiro Justo em um episódio de Carga Pesada. Mas as portas para o mundo foram abertas de fato quado protagonizou seu papel mais expressivo no cinema brasileiro, atuando no profundo e aclamado Xuxa Popstar.

Mas todo este estrondoso sucesso não era suficiente para o nosso herói. Perseguia à arte, e por isso uniu-se ao circo. Bom moço que é, fato que pode ser atestado por sua ex-mulher, preocupou-se com as mazelas do mundo e levou seu circo à favela de Vila Cruzeiro. E o que fez for circense.

Não se sabe se a criança no video tentou bater sua carteira, ou sussurrou algo sobre o fato de sua ex-mulher tê-lo deixado. Mas o fato é que ele agrediu o garoto, que aparentava ter cerca de 12 anos, com uma cotovelada.

Cotovelada em criança, Marquinhos? Sério? A dúvida que fica é se foi só uma tentativa de compensar a queda em relevância que você tem apresentado, ou se você por um instante achou que era o palhaço no seu próprio circo.

Ficamos com o palhaço. Vocação para isso você tem de sobra. E segura firme quando você for fazer graça no trapézio, porque se acontecer algo a gente vai ficar muito chateado.

JC

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Prego


Sorriso amarelo prenuncia o desastre
Telmário de Araújo Sacramento, o Dinei do Palmeiras, sofreu uma rara fratura no quadril e para por três meses.

Pra quem já o viu atuar, a fama de genérico do já fraco Dinei que jogou no Corinthians se justifica. Aliás, também apresenta grande semelhança física com Henry, jogador francês, mas nesse caso podemos chamá-lo no máximo de placebo ou pílula de farinha do ex-jogador do Arsenal e do Barça.

Quanto à lesão, o médico do Palmeiras ressaltou que é bastante rara e que jamais diagnosticara em um jogador de futebol. Esse é mais um sinal de que não se trata de um!!!

Em grande estilo, ele inaugura nesse blog a série dos péssimos jogadores que mancharam a história do Palmeiras.

Genaro

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Jonas, conta um pouquinho pra gente!

Pedala

O atacante Jonas, conhecido por suas passagens por Santos, Portuguesa e Grêmio foi apresentado no Valência, da Espanha. Na sua chegada ao Mestalla, o atleta disse em coletiva que seu estilo de jogar é parecido com o de Robinho.

Não Jonas. Não é.

JC

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Panem et circences - BBB 11

 
Foto: Yahoo
Realmente já não tenho mais dúvidas de que, através do Big Brother Brasil 11, a civilização humana atinge seu pináculo. Não sou moralista. Bebo, fumo, assisto pornografia. Tampouco sou religioso, sendo adepto do ateísmo, para quem não sabe, a crença na inexistência de um deus. Atualmente, acredito em qualquer coisa, e ao mesmo tempo não acredito em mais nada.

O sofrimento e humilhação do outro sempre figurou entre as maiores fontes de entretenimento do ser humano. Desde os tempos de Roma antiga, onde homens eram colocados diante de leões em batalhas perdidas, passando pelos bobos da corte medievais, e culminando em espetáculos como o BBB11. Os contratos e conveçções sociais idealizados pelos antigos filosófos foram se transformando e limitando as extravagâncias do homem, mas os caminhos são curvos, e o resultado repetitivo.

O Big Brother começou na Holanda, a partir de um conceito interessante de como reagiriam pessoas diferentes em condições de confinamento, tendo somente umas às outras. É um cenário alvo de diversos estudos psicológicos, que parte de uma premissa válida e interessante. Veio ao Brasil e fez grande sucesso, do qual grande parte se deve à competência e oportunismo do diretor Boninho.

Mas ao longo de dez edições teve uma trajetória vertical, testando as profundezas do quão baixo é possível ir. Para se ter uma idéia, o BBB 11 começou de forma promissora, com o diretor afirmando que estariam liberadas as agressões físicas. Houve a entrada de uma transsexual na casa, com a brilhante idéia de esconder tal fato dos demais participantes, para apimentar o "jogo". A partir daí um participante ejaculou no travesseiro, foram liberados os destilados pesados, uma participante atingiu o coma alcoólico, e o espetáculo do bizarro atingiu o ápice com uma garota se esfregando e apalpando um visivelmente constrangido André Marques, apresentador do Video Show.

O experimento psicológico e reality show desenvolvido pela Endemol evoluiu para um retrato contemporâneo da política do pão e circo. O confinamento, os comportamentos são secundários. A idéia agora é selecionar cuidadosamente pessoas que oferecem audiência e necessitam de dinheiro, e submetê-las a uma maratona de humilhações, testes fisícos e psicológicos, mudanças de regras, tudo regado a muita bebida para o nosso divertimento.

Não é fácil ganhar dinheiro, e seria hipocrisia de minha parte negar que a oportunidade de sucesso deveria ser recusada pela Rede Globo. Mas empurrar tamanho lixo goela adentro dos brasileiros, em uma décima primeira edição e se aproveitando da total falta de opções da TV aberta, do culto à fama que move os ignorantes participantes e da curiosidade mórbida inerente às pessoas, é golpe baixo.

É hora de seguir em frente. Assistir a isso fez de mim uma pessoa pior.

JC