| É só o que importa |
A reportagem tratava da gloriosa carreira do empresário, relatando sua incrível sorte, sua ascensão vertiginosa e, sobretudo, seu fascínio pelo risco e agressividade, fazendo jus ao título "o homem do risco".
Talvez a intenção da publicação fosse exaltar a figura do banqueiro, mas, no fim das contas, mostrou o quão desprezíveis são os intentos desse tipo de gente.
Narraram a forma como ele - e seu grupo - conseguiu cuspir um dos membros fundadores do Pactual, bem como sua tentativa de reaproximação de Eike Batista, trazendo, inclusive, o teor de um SMS recebido por este. O teor, posso lhes dizer, é patético.
Contam, ainda, algumas das características corporativas do banco, dentre as quais, a salva de palmas ao primeiro funcionário a sair ao final do expediente, a fim de se criar um constrangimento.
Eu deveria ter achado tudo isso o máximo, pelo menos foi o que me pareceu.
Do outro lado, o documentário, narrado na voz de Matt Damon, dispensa comentários.
Nele é mostrado o lado negro do mercado financeiro, o custo de tudo isso para a sociedade ou, para alguns, a agressividade e dinamismo dos caciques desse sistema.
A falta de regulação do sistema e a irresponsabilidade dos operadores com o dinheiro alheio são brilhantemente abordados no longa. Enfim, são retratadas condutas absolutamente revoltantes e que mantêm-se impunes.
Em outras palavras, o filme é imperdível.
Ao final de tudo isso, concluí que, definitivamente, não entendo onde essas pessoas querem chegar, o que querem com tanto dinheiro e poder, e, principalmente, que prefiro toda essa paranóia e falta de escrúpulos longe, mas muito longe de mim.
Genaro
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