| E aí, meu? |
O que se segue aqui é um apelo sério. Um apelo para exorcizar um fantasma que causa danos ao nosso humor, à nossa qualdiade de vida e às nossas vias aéreas.
A cena é clássica. Você está em um evento, uma festa ou um churrasco, conversando sobre leviandades e se divertindo, quando respira fundo. Você sente que algo mudou no ar que preenche seus pulmões, está pesado, quente, úmido. A primeira reação é pensar que alguem está flatulando, mas logo você constata que não: o amigo que tem bafo chegou.
O instinto toma conta, e você tenta se camuflar em meio às rodihas de amigos, mas não tarda, ele vem falar com você. Começa o súplicio: coçar o nariz, respirar pela boca, olhar para o outro lado. Suas armas são brandas, você não é páreo para um adversário tão formidável.
Você logo está amaldiçoado pelo odor nauseabundo, e hipnotizado pelas babinhas secas e amareladas no canto da boca. O desespero toma conta, e você saca aquele chiclete, aquela bala, e oferece. Não, é a resposta fria, e perfura sua alma. Seu interlocutor mal imagina que o seu real desejo é de enfiar um paninho com Veja na boca dele, seguido de uma escovação com álcool em gel.
A partir deste dia, você desenvolve uma obsessão. De onde vem tamanha putrefação? Você vai à casa do sujeito, e procura um canudo no toilete, procurando saber se ele bebe a àgua do vaso sanitário. Quem sabe aquele primo mau caráter tenha escondido fezes na bomboniére. Em vão. Deve ser um pacto com Lúcifer, uma conexão direta com o inferno.
Os dias vão passar, e nada vai mudar. Viva com isso ou fique louco. É seu fardo, sua cruz.
Todo mundo acorda com mau hálito, e é normal ter esse problema de vez em quando. Agora se você não toma uma mamadeira de cebola, mostarda e alcaparras por dia e está assim 24 horas e sete dias por semana, você tem o famoso bafaço.
Nesse caso, a gente fica muito feliz que você se aguente e esteja aí, saudável, até hoje. Mas não tem nada a ver com isso, então faça a gentileza de se tratar.
JC
Gênio.
ResponderExcluir